(crédito: Divulgação)
O câncer do colo do útero está entre os cinco tipos mais persistentes na população feminina, sendo o quarto maior responsável por mortes de mulheres no país. É o que aponta estudo inédito da Fundação do Câncer, divulgado nesta sexta-feira (25/11). Em 2020, ocorreram mais de 6 mil óbitos pela neoplasia. Vale destacar que por se tratar de uma doença de desenvolvimento lento, o tratamento correto pode evitar sua evolução para um quadro mais grave.
“É uma doença de desenvolvimento lento, que pode cursar sem sintomas em sua fase inicial. Diante disso, é passível de prevenção primária por meio da vacinação contra o HPV e de detecção precoce — rastreamento (em mulheres assintomáticas) e diagnóstico precoce (identificação de sintomas e sinais iniciais ou de alerta)”, explica um trecho do estudo.
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A média de tempo para iniciar o tratamento tem sido de dois meses, independentemente do estágio da lesão — que pode ser in situ (lesão precursora do câncer e tratável com boa possibilidade de cura antes do desenvolvimento da doença) quanto para neoplasia maligna (a doença estabelecida em si) — que a paciente chega no hospital.
O mesmo período de tempo foi mapeado em um terço das mulheres que chegaram à unidade hospitalar em fase inicial da investigação, ou seja, sem tratamento ou diagnóstico. E também foi registrado em mais de 65% dos casos que tinham diagnóstico, mas que não receberam tratamento dentro do prazo de 60 dias.
O estudo conclui que há a necessidade de aperfeiçoamento da prevenção, diagnóstico precoce e melhor acesso ao tratamento para agilizar o atendimento no país. “Esse cenário aponta para necessidades relacionadas a políticas de prevenção primária e detecção precoce em níveis diferentes, demandando ações diferenciadas de acordo com o diagnóstico situacional de cada região”, sinalizou o epidemiologista e consultor médico da Fundação do Câncer Alfredo Scaff.
Por Correio Braziliense




