A Prefeitura de São Paulo desativou o serviço de aborto legal do Hospital Municipal e Maternidade da Vila Nova Cachoeirinha, na Zona Norte da capital. O hospital é o único do estado que realiza o procedimento em casos em que a gestação passa de 22 semanas.
O aborto legal é um procedimento de interrupção de gestação autorizado pela legislação brasileira em casos específicos e que deve ser oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). É permitido quando a gravidez é decorrente de estupro, quando há risco à vida da gestante ou quando há um diagnóstico de anencefalia do feto.
Em nota, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) informou que o serviço foi suspenso temporariamente “para que sejam realizadas no local cirurgias eletivas, mutirões cirúrgicos e outros procedimentos envolvendo a saúde da mulher”.
O g1 questionou a prefeitura se o programa tem previsão de ser reativado, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem.
Além do Vila Nova Cachoeirinha, na cidade de São Paulo, o procedimento pode ser realizado em outros quatro hospitais:
- Hospital Municipal Dr. Cármino Caricchio (Tatuapé);
- Hospital Municipal Dr. Fernando Mauro Pires da Rocha (Campo Limpo);
- Hospital Municipal Tide Setúbal;
- Hospital Municipal e Maternidade Mário Degni (Jardim Sarah).