O Fluminense não fez um jogo brilhante, mas foi suficiente para fazer o dever de casa no Maracanã. Explorando os contra-ataques, abriu 2 a 0 ainda no primeiro tempo sobre o Platense-ARG e soube sofrer na segunda etapa para segurar a pressão e abrir boa vantagem no jogo de ida das quartas de final da Copa Libertadores, nesta terça-feira, e ir mais confortável para a Argentina.
Desde o primeiro tempo, o Fluminense encontrou dificuldades para impor seu jogo. Mesmo assim, contou com a qualidade de Ganso, que foi peça-chave nos dois contra-ataques. Primeiro, roubou a bola e armou a jogada que terminou com o gol de Nonato. Depois, deu passe na medida para Hulk ampliar.
Na segunda etapa, o time de Marcão se desorganizou, entretanto, aguentou a pressão argentina e garantiu o resultado. Agora, o Fluminense pode até perder por um gol de diferença na volta, na próxima terça-feira, no estádio Ciudad de Vicente López, na província de Buenos Aires, na Argentina. Em caso de empate no agregado, a vaga será decidida nos pênaltis.
O Fluminense começou a partida encontrando dificuldade para furar a marcação do Platense. Fechando os espaços, principalmente no meio de campo, o time brasileiro ficou refém de lançamentos longos para tentar surpreender. Quando os argentinos abriram espaço e subiram ao ataque, apareceu a genialidade de Ganso. Ele roubou a bola e deu lindo passe para Hulk, que acionou Nonato no contra-ataque e abriu o placar, aos 21 minutos.
O gol desbloqueou a defesa adversária. Desestabilizado, o Platense se desorganizou no sistema defensivo e abriu mais espaço para o Fluminense explorar. Foi questão de tempo para ampliar o marcador. Novamente Ganso foi o diferencial, ao dar assistência na medida para Hulk, que, desta vez, finalizou no canto para marcar, aos 29 minutos.
Com dois de vantagem, o time carioca diminuiu a intensidade e deixou a bola com o Platense, que não incomodou o goleiro Fábio. Na volta do intervalo, o Fluminense manteve a postura de se fechar, chamar o Platense para o seu campo e sair em contra-ataques.
A estratégia não surtiu efeito, e o time argentino passou a tomar conta da partida. Só não descontou porque Millán fez corte providencial dentro da área. Pelo alto, a sorte apareceu quando Gauto, livre de marcação, isolou, praticamente na pequena área.
Incomodado com a situação, Marcão fez substituições, mas nada que mudasse o panorama da partida. O Fluminense seguiu desorganizado e sofrendo uma pressão desnecessária. O Platense, mesmo com mais posse de bola, abusou dos cruzamentos na área, facilmente interceptados por Fábio. Nos acréscimos, Cano teve a chance de ampliar, mas chutou em cima de Cozzani.
Fonte: Correio do Povo




