Caetano Veloso – foto Fernando Young
Neste domingo, 7, Caetano Veloso completa 80 anos de idade. Dono de uma trajetória de sucesso na música, ele também atuou no cinema e ganhou destaque na literatura com seu livro Verdade Tropical -, Caetano nunca se furtou a se posicionar sobre diversos assuntos e temas essenciais para a arte e política brasileiras.
A chegada aos 80 anos costuma ser o último fechamento dos períodos produtivos de um ser humano. Oitenta anos ainda guardam energia, criatividade, memória. Noventa, talvez não. Gil chegou muito bem aos 80 e produzindo como um garoto, topando um giro pelo mundo com a família para virar série da Amazon e todas as homenagens prestadas pelo Google, pelos biógrafos e pelos fãs. Gil, Ney Matogrosso, Roberto Carlos e Caetano, todos, cada um a sua maneira, estão muito bem.
Caetano repassou recentemente os capítulos de sua traumática prisão seguida de exílio em Londres no ano de 1971 em um documentário chamado Narciso em Férias, que teve estreia no Festival de Veneza de 2020. Mais recentemente, o poeta Eucanaã Ferraz organizou um livro com todas as canções escritas por ele. Uma forma de biografar não sua vida, já feita de forma quase definitiva pelo próprio em Verdade Tropical, mas o seu pensamento. Ler poema atrás de poema é como testemunhar as transformações de sua escrita. Assim como sua música, ela também passa por fases e marcas que vão se modificando com o tempo, mas que sempre serão identificadas como de Caetano.